INAUGURADO O NOVO FORMADORES DE OPINIÃO – 15.11.2009
Postado dia 14 de novembro de 2009 por João Luiz
FORMADORES DE OPINIÃO – INAUGURADO NOVO ESPAÇO – ACESSE, É PARA VOCÊ: www.formadoresdeopiniao.com.br - 15.11.2009
Estamos com um novo espaço, um site com maiores recursos, mais opções, de maior penetração, com maior alcance, com uma apresentação mais arrojada, desenhado dentro dos mais altos padrões de qualidade e tecnologia, que continuará primando pelo padrão editorial de informações dentro de fatos e calcado na verdade, para ajudar no respaldo a formação correta e balizadora, de cada um que nos acompanha, EXCLUSIVAMENTE para que tenha o melhor, pois o leitor é nossa razão de existência e finalidade.
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A onda é o Blog!
Postado dia 14 de janeiro de 2009 por admin
Segundo os especialistas, atualmente milhões de pessoas querem ter um blog. Alguns blogueiros usam esse espaço para publicar portifólio ou currículos. O desejo de comunicar-se motiva uma multidão de usuários da rede internet a usar um espaço virtual que entende ser seu. (mais…)
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Blog Helio Leite
Postado dia 14 de abril de 2009 por admin
BLOG HELIO LEITE
Tudo começou com os manos José Antonio, Maurício Leite e mais dois amigos, quando resolveram criar um site para divulgar matérias produzidas por formadores de opinião. Definida a formatação o site entrou na internet. Todavia, o projeto não foi adiante. Faltou tempo para administrá-lo, por isso foi desativado. (mais…)
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Olá, mundo!
Postado dia 2 de janeiro de 2010 por admin
Bem-vindo ao WordPress. Esse é o seu primeiro post. Edite-o ou exclua-o, e aí comece a brincadeira!
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LULA REABRE ‘CASO’ QUE DILMA E LOBÃO DERAM POR FINDO
Postado dia 14 de novembro de 2009 por João Luiz
LULA REABRE ‘CASO’ QUE DILMA E LOBÃO DERAM POR FINDO
Helio Leite
14/11/009
Josias de Souza
O governo é muito desacreditado no governo, eis a verdade. O governo dispensa adversários. Complica-se sozinho.
Ao oferecer esclarecimentos ao país sobre o apagão, o ministro Lobão soara categórico. Três causas: ventos, chuvas e, sobretudo, raios.
A turma do Inpe o desdisse. Tempestade até que houve. Mas os raios foram fracos e caíram longe das linhas de transmissão.
Lobão não se deu por achado. Culpa do clima. E não se fala mais nisso. Dilma ecoou o colega: “O caso está encerrado”.
No vácuo de Dilma, Paulo Bernardo, o petista do Planejamento, disse coisa diversa: o governo ainda deve uma explicação “cabal”.
Nesta sexta-feira 13, Lula veio aos holofotes para reabrir o “caso” que, na véspera, fora “encerrado” por Lobão e Dilma.
Súbito, o país descobre que o governo conduz uma investigação sobre o caso. Lula disse que aguarda a conclusão do trabalho para opinar.
Excetuando-se a hipótese de sabotagem, na qual não acredita, o presidente abre o leque de possibilidades:
“Se foi sobrecarga de energia vinda de Itaipu, nós vamos ver. Se foi uma falha humana, nós vamos ver. Se foi um raio, nós vamos ver”.
Lula queixa-se dos especialistas que pululam no noticiário do apagão. Chama-os de “achistas”. O diabo é que o “achismo” foi inaugurado pelos ministros dele.
“O que eu quero”, disse Lula, “é um resultado final, depois de uma apuração correta, para que a opinião pública brasileira fique sabendo o que aconteceu”.
Boas falas. Convém apressar o passo. Uma verdade perde todo o encanto quando é descoberta por outra pessoa.
O governo precisa providenciar rapidamente uma verdade na qual o governo acredite.
Categoria: Colunistas | tags: governo, governo dispensa adversários, Lobão, LULA REABRE ‘CASO’ QUE DILMA E LOBÃO DERAM POR FINDO | Escreva um comentário
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PARA IRONIZAR CAETANO, LULA INJETA LATIM NUM DISCURSO
Postado dia 14 de novembro de 2009 por João Luiz
PARA IRONIZAR CAETANO, LULA INJETA LATIM NUM DISCURSO
Helio Leite
14/11/009
Josias de Souza
Lula abriu nesta sexta-feira 13 um congresso de iniciação científica, em São Paulo. No discurso, falou sobre crescimento econômico. A alturas tantas, disse:
“A educação é condição sine qua non para o crescimento. Eu digo sine qua non porque, se o Caetano Veloso fala sine qua non, o Lula também pode falar”.
Trata-se de expressão latina utilizada à larga. Significa “sem o qual não pode ser”. O plural é sine quibus non.
Lula também citou Obama, personagem evocado por Caetano para compará-lo a Marina Silva. Caetano dissera: “Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo…”
“…Ela é meio preta, é cabocla. É inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem”.
E Lula: “Os EUA acham que são o País das oportunidades. Somos mais que eles…”
“…Agora eles têm um presidente negro, mas nunca um torneiro mecânico chegou à Presidência lá”.
Aproveitou para tirar uma casquinha de FHC, que o acusara de patrocinar o “autoritarismo popular” e tachara o lulismo pós-Lula de” subperonismo”.
Disse que, ao deixar o Planalto, vai torcer pelo êxito do sucessor. Inverteu o próprio bordão:
“Pela primeira vez na história desse país, um [ex] presidente da República vai torcer para o outro dar certo…”
“…Lamentavelmente, a prática histórica desse País é quem perde torcer para outro cair em desgraça…”
“…Eu, quando deixar a Presidência, vou ser o primeiro presidente a torcer e rezar todo santo dia para quem me suceder fazer muito mais coisas do que eu”.
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ROMÃ É UM EXCELENTE ANTIOXIDANTE E PREVINE CÂNCER DE PRÓSTATA
Postado dia 14 de novembro de 2009 por João Luiz
ROMÃ É UM EXCELENTE ANTIOXIDANTE E PREVINE CÂNCER DE PRÓSTATA
Helio Leite
14/11/2009
Vou explorar e discutir os benefícios de uma fruta pouco lembrada e consumida pelos brasileiros, mas que tem sido fonte de diversos estudos: a romã.
| “Estudos realizados tanto no Brasil como por pesquisadores de outros países revelaram que a romã pode apresentar teores de compostos antioxidantes até três vezes maiores que aqueles encontrados no chá verde e até no vinho tinto” | Essa fruta de sabor levemente ácido tem despertado interesse de diversos estudos por ser fonte de compostos que atuam no processo de cicatrização e de compostos antioxidantes naturais que previnem o envelhecimento precoce. |
Além disso, estudos recentes mostram que essa fruta pode potencializar os processos anti-inflamatórios e antimicrobianos do organismo, diminuir o risco de doenças cardíacas e até mesmo atuar na prevenção de câncer principalmente no de próstata.
Existem dois tipos mais conhecidos de romã: a amarela, de origem nacional, que possui grande quantidade de sementes e uma pequena parte carnosa e a vermelha, que é de uma variedade originária do Canadá e apresenta pequenas quantidades de sementes envoltas em uma grossa camada carnosa. As romãs amarelas são as mais disponíveis no comércio e as mais encontradas em plantações caseiras, o que torna seu valor comercial aproximadamente 60% mais baixo em relação às vermelhas. No entanto, ambas são igualmente ricas quanto aos seus teores nutricionais.
Romã: além da prosperidade e das simpatias
Fruta pouco explorada em estudos brasileiros é conhecida no Brasil simplesmente por alimentar simpatias que popularmente a relacionam com prosperidade e riqueza. Quem nunca comeu sementes de romã no Ano Novo para atrair paciência e tranquilidade, ou guardou três sementes na carteira no Dia de Reis (6 de janeiro) para garantir fartura e dinheiro no bolso o ano todo? Essas crendices são confirmadas pelos dados divulgados pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (CEAGESP) de São Paulo, que apontaram uma venda de aproximadamente 200 toneladas da fruta entre os anos de 2001 e 2004, sendo que a maior procura pelas mesmas ocorreu nos meses de dezembro e janeiro respectivamente.
Mas engana-se quem acredita que essas simpatias foram concretizadas por nossos avós ou bisavós: a importância desta fruta é milenar, uma vez que fez parte do contexto cultural de muitos povos. Ela aparece nos textos bíblicos e também é muito citada em artigos da maçonaria, tudo pela simbologia que ela representa desde a antiguidade.
Na Grécia, por exemplo, era comum as mulheres consumirem romã em eventos religiosos para evocar a fertilidade. Os gregos também a utilizavam como oferenda a diversos deuses, por acreditarem que ela teria sido plantada pela deusa da beleza e do amor, Afrodite. Já os chineses acreditavam que a romã era fonte e símbolo da longevidade. Para os judeus, essa fruta simbolizava a esperança de que o Ano Novo que se iniciava seria melhor do que o que se passara e em Roma era um símbolo da ordem e riqueza. Entre os plebeus ela também simbolizava o amor, união, paixão e casamento, devido principalmente à grande quantidade de sementes e à forma harmoniosa como elas se entrelaçam em sua polpa.
Enfim, poderíamos descrever muitas outras culturas e o significado da romã para as mesmas, mas o que vem nos chamando a atenção nessa pequena e quase despercebida fruta e será discutido aqui não é apenas sua importância histórica.
Romã, antioxidantes e saúde
Os benefícios que a romã propicia à saúde são conhecidos desde a Antigüidade, o que explica a importância que relatamos acima. Tanto a polpa como a semente são ricas em antioxidantes, mas é a casca da romã que apresenta as maiores quantidades desses compostos. Esses antioxidantes atuam no combate aos radicais livres, que causam envelhecimento precoce, flacidez da pele, celulite, perda da elasticidade, rugas, etc. Ela também atua aumentando o fator de proteção do filtro solar na pele, pois o ácido elágico (um dos compostos antioxidantes mais poderosos dessa fruta) potencializa a proteção das células contra a ação dos raios solares, fonte de radicais livres. Além disso, inibe a proliferação de melanócitos, prevenindo manchas na pele causadas pelo sol.
O chá da casca também é popularmente utilizado contra infecções de garganta, já que os compostos fenólicos (antioxidantes responsáveis por preservar as estruturas biológicas da planta) encontrados principalmente nas cascas e sementes da fruta têm propriedades anti-inflamatórias capazes de aderir à mucosa, protegendo-a e aliviando as dores. Outro composto presente na romã que atua na prevenção dessas infecções são os taninos, por apresentarem forte ação adstringente que diminui a secreção da mucosa. Por estes mesmos motivos, a fruta também é empregada no combate a diarreias e disenterias.
Estudos realizados tanto no Brasil como por pesquisadores de outros países revelaram que a romã pode apresentar teores de compostos antioxidantes até três vezes maiores que aqueles encontrados no chá verde e até no vinho tinto. Esses compostos foram apontados em diversos estudos como responsáveis por evitar a oxidação do LDL (o “mau” colesterol), impedindo assim o endurecimento das artérias e desenvolvimento da aterosclerose e formação de coágulos que podem ocasionar infartos e derrames.
A polpa da romã também mostrou um ótimo efeito em tratamentos dentários, por apresentar forte inibição de crescimento bacteriano no biofilme dental. Outras pesquisas também mostraram que as sementes de romã, por conterem vitamina A, foram muito eficientes nos tratamento de complicações oculares, como a conjuntivite. E mais: há indícios de que a polpa dessas frutas inibe o crescimento de células tumorais, devido à presença das antocianinas (substâncias anticancerígenas responsáveis pela cor avermelhada das polpas) em sua composição.
Qual é o melhor modo de consumir romã?
Vários estudos comprovam que o Brasil produz mais frutas do que o brasileiro consegue consumir. A romã se encaixa muito bem nessa realidade, pois ela dificilmente é utilizada em preparos culinários, tanto pela cultura ocidental, que não tem como hábito consumi-la em refeições quanto pelo desconhecimento de seu “preparo”. A separação dos grãos, firmemente inseridos em sua polpa, exige certa habilidade. Mas o suco, que pode ser obtido pelo esmagamento das sementes em uma peneira, é de fácil obtenção e pode ser consumido imediatamente ou fermentado, resultando em um vinho de sabor suave e delicado muito consumido em países como a Turquia, mas não tão comum ao paladar ocidental.
É importante ressaltar que, no momento da compra da fruta, devem-se escolher as frutas íntegras, maduras e sem danos aparentes, como cortes que deixam a polpa da romã exposta. Caso haja algum dano, é preferível escolher outra, pois o amassado ou o corte pode reduzir a atividade antioxidante e as disponibilidades dos compostos benéficos explorados acima, uma vez que os mesmos são muito instáveis e se degradam facilmente quando expostos às altas temperaturas, presença de oxigênio e danos mecânicos. Por isso, aconselhamos que a polpa e sementes de romã sejam consumidas imediatamente após a exposição das mesmas ao ambiente. A casca também deve ser consumida rapidamente, mas devido ao seu gosto amargo e adstringente, pode ser triturada e adicionada em sucos, saladas ou iogurte, enriquecendo ainda mais sua alimentação saudável.
Você pode começar adicionando essa fruta tão benéfica de modo sutil à sua rotina e a de sua família, como a receita que sugerimos abaixo:
Salada de frutas com calda de romã
1 manga
1 mamão papaia
10 fatias de abacaxi (5 para misturar a salada e 5 para o preparo do suco)
2 maçãs
2 bananas nanicas
4 laranjas
4 romãs
1 iogurte desnatado
1 colher de sobremesa de açúcar
Pique as frutas (exceto a romã) em pedaços pequenos.
Bata no liqüidificador 5 fatias de abacaxi e as laranjas com bagaço. Não é necessário coar.
Retire a polpa das romãs e misture ao iogurte desnatado com o açúcar.
Monte as taças com as frutas picadas, adicione o suco de abacaxi e laranja, e por último, acrescente a calda de iogurte com romã. Decore com folhas de hortelã e bom apetite!
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DIETA E EXERCÍCIOS PODEM EVITAR 80% DOS CASOS DE DIABETES
Postado dia 14 de novembro de 2009 por João Luiz
DIETA E EXERCÍCIOS PODEM EVITAR 80% DOS CASOS DE DIABETES
Helio Leite
14/11/2009
Há cerca de dois meses, o estudante Wagner Maeda, de 28 anos, descobriu que sofre de diabetes do tipo 2, assim como muitos de seus parentes. Assim que recebeu o diagnóstico, Maeda foi orientado pelo médico a procurar ajuda de profissionais para adotar uma nova dieta e se exercitar. Se não mudasse seu estilo de vida, ele teria que tomar insulina, além dos outros remédios prescritos para controle da glicose.
Com mudanças na alimentação e apenas uma hora de atividade física de duas a três vezes por semana, Maeda já conseguiu perder 5 kg, reduziu a dose diária de medicamentos, afastou a necessidade de tomar insulina e, de quebra, passou a dormir melhor. “Eu tomava remédio para insônia e agora não preciso mais”, conta.
Como o estudante, é cada vez maior o número de pessoas que desenvolvem diabetes do tipo 2 antes dos 40 anos, como afirma a endocrinologista Marília de Brito Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Alimentação incorreta e sedentarismo são alguns dos fatores de risco. “Muita gente tem a doença e não sabe, porque ela pode permanecer assintomática por muito tempo”, explica.
É para conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção que a SBD tem promovido todo ano o Dia Mundial do Diabetes, comemorado neste sábado (13). Mais de 140 prédios ou monumentos do país serão iluminados de azul , incluindo o Cristo Redentor, no Rio. (Veja a programação no site www.diamundialdodiabetes.org.br)
Estilo de vida
Segundo a médica, 80% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser evitados com dieta equilibrada e exercícios regulares. Esses hábitos, inclusive, podem tirar pessoas da faixa de alto risco com mais eficiência que o uso de medicamentos, segundo estudo recém-publicado na revista científica “Lancet”.
Durante dez anos, pesquisadores acompanharam 2.766 pacientes com propensão à doença. Parte dos voluntários seguiu um programa com redução de calorias e gorduras e uma média de 20 minutos diários de atividade física. Outra parte tomou a droga metformina, bastante utilizada por diabéticos. No final do período, o grupo que modificou seu estilo de vida apresentou 34% menos risco de desenvolver diabetes, contra 18% entre os que tomaram o remédio. Para os participantes com mais de 60 anos, o risco chegou a cair pela metade.
“No diabético, a quantidade de hormônio insulina não é suficiente para fazer a glicose sair do sangue e ir para as células, o que pode causar, ao longo do tempo, lesões cardíacas, na retina e nos nervos. É como uma caixa d’água que está suja de areia: depois de algum tempo, as tubulações da casa começam a entupir ou apresentar rachaduras” ensina o professor de educação física Luiz Bravo, da Associação Nacional de Assistência ao Diabético (Anad), que orienta Maeda. A grande benefício do exercício é fazer com que essa glicose em excesso seja utilizada.
Além de amenizar os efeitos do excesso de glicose no sangue, a atividade física ajuda a reduzir a pressão arterial e contribui até para evitar dificuldades de ereção. “Como consequência, a pessoa toma menos remédios, economiza dinheiro, sofre menos efeitos colaterais e fica com a autoestima melhor”, observa.
Dicas ao fazer exercícios
Bravo lembra que o diabético, como qualquer pessoa, deve passar por exames médicos antes de iniciar o programa. Antes de cada sessão, é preciso medir a glicemia, o que também pode ser repetido no final. Se o resultado for acima de 250 e houver cetoacidose (reação que provoca um hálito forte), o exercício é contraindicado, pois pode elevar ainda mais o nível de açúcar no sangue. Já se a glicemia estiver abaixo de 100, é preciso que o aluno se alimente, para evitar um mal-estar durante a atividade.
O professor também ressalta a importância da hidratação e de um tênis confortável. “´É importante checar se não há nenhuma ferida ou bolha nos pés após a aula, porque isso pode trazer consequências graves para o diabético”, acrescenta.
Em relação à modalidade, Bravo diz que os aeróbicos devem ser priorizados, sem que se deixe de lado os anaeróbicos. A frequência ideal, para ele, é de no mínimo três vezes por semana. “O mais importante é que a pessoa faça o exercício que gosta e que esteja apta a fazer”, completa.
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SÍNDROME DA BALA DE PRATA
Postado dia 14 de novembro de 2009 por João Luiz
SÍNDROME DA BALA DE PRATA
Helio Leite
14/11/2009
Kennedy Alencar
O ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, disse que o PT ficou sem agenda na eleição presidencial de 1994. Em entrevista ao programa “É Notícia”, da RedeTV!, Vannuchi reconheceu que o Plano Real atendia com perfeição à principal necessidade da sociedade brasileira: acabar com a alta inflação que afetava principalmente os mais pobres e que impedia a articulação de políticas públicas minimamente eficientes.
O então candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, que chegara a ter mais de 40% nas intenções de voto, ficou sem discurso. Ao viajar pelo país, Lula ouvia uma simples pergunta: “E o Real?”. Para piorar as coisas, o PT decidiu ficar contra o plano, dizendo que teria efeito temporário só para ganhar as eleições. O Real deu a vitória ao tucano Fernando Henrique Cardoso, mas o efeito permitiu ao Brasil dar o passo mais importante em sua história recente para melhorar a vida de seu povo. A partir dali, a economia se organizou.
A um ano da sucessão presidencial de 2010, a oposição a Lula está em situação semelhante à do PT de 1994. O governo petista conseguiu implementar uma série de políticas que atendem ao principal interesse da população. Temos um mercado interno vigoroso, que vem crescendo a cada ano e que virou o principal motor da economia. Há uma ampla rede social que protege os mais pobres como nunca antes na história deste país. A alta valorização do real em relação ao dólar preocupa setores importantes da indústria, mas a economia como um todo se encontra longe do desarranjo dos tempos inflacionários.
Enfim, está difícil para a oposição encontrar um discurso para convencer o eleitor a votar no candidato dela a presidente e não na candidata que Lula pretende apresentar em 2010, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. As pesquisas atuais devem ser vistas com reserva. Refletem muito a taxa de conhecimento dos candidatos, e a maioria dos entrevistados responde que ainda não decidiu o voto para valer.
Nesse contexto, a oposição sofre de uma espécie de síndrome da bala de prata. PSDB e DEM parecem aguardar que um raio derrube a popularidade de Lula e, por extensão, a chance de vitória de Dilma em 2010. Foi assim no mensalão, quando a oposição avaliou que o sangramento político do presidente asseguraria a vitória em 2006.
No segundo mandato do petista, no qual surgiram menos tropeços do que no primeiro governo, a oposição apostou no caso Lina Vieira, na crise do Senado e na crise econômica internacional. Agora, houve um apagão elétrico em 18 Estados que deixou pilhados o PSDB e o DEM. A ansiedade da oposição em tirar dividendo político do episódio descortinou certo grau de desespero.
Esse desejo da aparição de uma bala de prata para derrotar o PT foi sintetizado numa frase do líder do DEM na Câmara, o deputado federal Ronaldo Caiado (GO). Ele afirmou: “Dizem que Lula elege até poste. Será que elege poste apagado?”.
Ok. Cumprindo seu papel, a oposição busca associar Dilma ao apagão. Afinal, ela foi ministra das Minas e Energia durante dois anos e meio e declarou faz apenas alguns dias que um apagão estava fora de cogitação. Como principal gestora do governo, ela tem de dar respostas sobre o episódio. A estratégia amadora de escondê-la na quarta-feira, dia seguinte ao apagão, pegou mal. Na quinta (12/11), ela falou. A ministra tem razão ao diferenciar o blecaute de terça do racionamento de 2001. No entanto, erra ao dar o caso por encerrado. A fragilidade da rede de emergência e a extensão do blecaute mostram que pode haver alguma problema maior numa área sob sua influência direta.
Também é um erro a oposição depositar esperanças demais numa bandeira única, numa bala de prata. Pode resultar num apagão de ideias.
Lula não chegou ao poder porque aconteceu o apagão de 2001. Aquele apagão, com irritante racionamento de energia por tempo prolongado, bem diferente do blecaute desta semana, foi uma das razões que fizeram FHC terminar o governo sem força para fazer o sucessor em 2002.
Mas havia outros problemas: repique inflacionário, baixo crescimento econômico durante anos e uma política social para lá de tímida quando comparada com a de hoje. Havia também a esperança de um futuro melhor que a campanha de Lula corretamente despertou nos eleitores.
Obviamente, será preciso investigar mais as causas do apagão desta semana. É evidente que existe uma fragilidade no sistema elétrico. Se o episódio voltar a se repetir com a mesma intensidade e alguma frequência, o governo, Lula e Dilma perderão força política. E a oposição terá um flanco a explorar. Dizer isso é chover no molhado.
No entanto, para ganhar uma eleição presidencial de um governo popular, será preciso que a oposição construa uma agenda bem mais ampla e crível para o eleitorado. Apostar numa eventual bala de prata não demonstra inteligência suficiente para encontrar tal agenda.
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CARTA AO SOLDADO MORTO
Postado dia 14 de novembro de 2009 por João Luiz
CARTA AO SOLDADO MORTO
Helio Leite
14/11/2009
Clóvis Rossi
Pobre Gordon Brown. É justo que o primeiro-ministro britânico pague, em queda de popularidade e na mais que provável derrota eleitoral no ano que vem, o preço por seus pecados. Política é assim mesmo. Mas é cruel que pague também por um ato extremado de solidariedade.
A história em resumo é a seguinte: Brown tomou a iniciativa de escrever uma carta do próprio punho à mãe de Jamie Janes, um soldado de 20 anos morto em missão no Afeganistão.
Ninguém hoje em dia escreve letras do próprio punho, imagino. Em um país que deve ser dos que mais teve soldados mortos desde tempos imemoriais, é lógico supor que as Forças Armadas tenham arquivados em seus computadores vários modelos de cartas de condolência.
Mas Brown preferiu escrever ele mesmo, embora saiba que sua letra é indecente porque tem problemas de visão. O resultado é que trocou o sobrenome da família do rapaz, de Janes para James, o que, para a mãe, passou como desleixo, falta de respeito ao filho morto em combate e tudo o mais que tem o direito de sentir uma mãe que acaba de perder o filho.
Havia outros erros de ortografia, que o gabinete do primeiro-ministro jura que não eram erros mas letra ruim.
Seja como for, o fato é que o episódio acabou se somando a uma galeria de atribulações de Brown, que levaram sua popularidade cair a um nível baixíssimo.
É verdade que o tratamento que a mídia deu ao episódio acabou despertando no público uma certa simpatia pelo primeiro-ministro, exatamente porque extremara a solidariedade, ainda que pudesse ter errado de fato na grafia de um sobrenome e de algumas palavras.
De todo modo, a reação da mãe acabou tocando em um ponto extremamente sensível para o público britânico, que é a condução da guerra no Afeganistão. Ela diz que a falta de meios materiais e humanos adequados foi a responsável pela morte do filho. Não havia helicóptero disponível para o resgate de Jamie, que acabou morrendo em consequência dos ferimentos.
Como a maioria dos britânicos acha a guerra “inganhável”, se me permite o neologismo decorrente da tradução linear do inglês “unwinnable”, é natural que não se aceite a morte de qualquer soldado já que ele não está lá para ganhar mas para morrer.
Acontece que a última coisa que o primeiro-ministro pode fazer, nas condições presentes de temperatura e pressão, é sair correndo do Afeganistão para evitar que outros Jamies morram ou fiquem mutilados.
Por fim, uma curiosidade: algum governante brasileiro mandou, nos tempos em que havia cartas do próprio punho ou agora em que o computador faz tudo, um texto de condolências à família de alguma vítima da violência no Brasil?
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CÂNCER DE PULMÃO PODE MATAR 45 MIL BRASILEIROS NESTE ANO; CIGARRO É MAIOR CAUSA
Postado dia 14 de novembro de 2009 por João Luiz
CÂNCER DE PULMÃO PODE MATAR 45 MIL BRASILEIROS NESTE ANO; CIGARRO É MAIOR CAUSA
Helio Leite
14/11/2009
A morte da atriz Mara Manzan evidencia mais uma vez a relação do tabagismo com o desenvolvimento de câncer de pulmão.
A atriz havia deixado o cigarro há quatro anos, após descobrir um enfisema pulmonar. Foram mais de três décadas de vício.
Atriz Mara Manzan morre aos 57 anos no Rio “Se eu morrer, vou morrer em pé”, diz atriz Mara Manzan Último trabalho de Mara Manzan foi em “Caminho das Índias” Artistas lamentam morte da atriz Mara Manzan Mara Manzan ganhou projeção com papéis cômicos
O cigarro provoca 90% dos casos de câncer pulmonar. Dos 10% de vítimas restantes que não colocam o cigarro na boca, um terço fuma passivamente.
Segundo estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), 45 mil brasileiros devem vir a óbito devido à doença neste ano. As mulheres estão mais suscetíveis à doença –elas serão 27 mil desse total.
“Atualmente, não existe método mais efetivo de prevenção do câncer de pulmão do que não fumar. Até agora não há exame que detecte a doença precocemente, como o papanicolau [para câncer de útero] ou a mamografia [para câncer no seio]“, diz Gilberto Castro, oncologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octávio Frias de Oliveira.
Segundo o médico, a relação entre quantidade de tabaco e risco de câncer é direta. “Quanto mais tempo e quanto maior a quantidade de cigarro, maior a chance de desenvolver esse tipo de tumor”, ressalta Castro.
Entre os fumantes, alguns correm mais risco do que outros, por razões ainda não esclarecidas. “Há pessoas mais sensíveis aos componentes tóxicos dos carcinógenos [substâncias que afetam o DNA das células normais do epitélio respiratório, causando mutações em seu código genético]“, explica o oncologista.
Os tabagistas que abandonam o vício, segundo o médico, podem ter o risco de câncer de pulmão reduzido ao patamar da população que não fuma após 20 anos.
Evitável
O tabaco está entre as principais causas de mortes evitáveis, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Todos os anos, cerca de 5 milhões de pessoas morrem no mundo em decorrência do cigarro. No Brasil, que tem 18,8% de sua população fumante, as vítimas somam 200 mil, segundo a Opas (Organização Panamericana de Saúde).
O cigarro causa:
- 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de umantes passivos) – 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero) – 85% das mortes por bronquite e enfisema – 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos – 45% das mortes por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos – 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral)
Saiba mais sobre o cigarro
- A fumaça do cigarro reúne, aproximadamente, 4,7 mil substâncias tóxicas diferentes e muitas delas são cancerígenas. – O tabagismo está ligado a 50 tipos de doenças como câncer de pulmão, de boca e de faringe, além de problemas cardíacos.
- No Brasil, 23 pessoas morrem por hora em virtude de doenças ligadas ao tabagismo.
- Crianças com 7 anos nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças.
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PT E PMDB COMANDAM MAIORES ESTATAIS DO SETOR ELÉTRICO
Postado dia 14 de novembro de 2009 por João Luiz
PT E PMDB COMANDAM MAIORES ESTATAIS DO SETOR ELÉTRICO
Helio Leite
14/11/2009
O setor elétrico, que ganhou destaque nesta semana após o apagão que atingiu 18 Estados do país, se transformou nos últimos anos em um reduto de disputa política entre PT e PMDB. Fiel aliado do Palácio do Planalto, o PMDB conquistou cargos-chave do setor, como o comando do Ministério de Minas e Energia e das estatais Furnas e Eletrobrás.
Apesar de a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ter ocupado o ministério no início do governo Lula, o PMDB ganhou espaço no setor à medida que se tornou o principal partido de sustentação do governo federal no Congresso –onde tem as maiores bancadas tanto na Câmara quanto no Senado.
A disputa envolve o controle do maior orçamento da Esplanada dos Ministérios, estimado em R$ 80 bilhões, somando os recursos do Ministério de Minas e Energia e das estatais. O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) assumiu o cargo como afilhado político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Além do ministério, o PMDB também comanda presidência de Furnas, com Carlos Nadalutti Filho –indicado pela bancada do partido na Câmara. A Eletrobrás, também estatal do setor elétrico, tem como presidente Antonio Muniz Lopes, que recebeu o apoio de Sarney e do ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA) para indicação ao cargo. Na Eletronorte, a presidência foi entregue a Jorge Nassar Palmeira, que também faz parte do grupo de Sarney.
O PMDB também emplacou o comando da Fundação Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas, após forte pressão de deputados peemedebistas que defendiam o seu controle. O fundo tem uma carteira de investimentos da ordem de R$ 6,5 bilhões, além de 12.500 associados, se tornando o 11º maior fundo brasileiro de previdência privada fechada.
O PT, por sua vez, mantém o controle de cargos técnicos do setor elétrico. O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, conta com o apoio direto de Dilma no cargo. Mesmo com o controle da pasta nas mãos do PMDB, cabe ao secretário-executivo dar rumo técnico às ações do ministério.
O comando de Itaipu binacional também está nas mãos do PT, cujo presidente, Jorge Samek, foi indicação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na presidência da Aneel, o PT emplacou Nelson Hubner –que já foi chefe de gabinete de Dilma Rousseff entre 2003 e 2005, quando ela esteve no comando do Ministério de Minas e Energia.
Na cota do PT, estão ainda cargos de segundo escalão, como diretores da Eletrosul e da Eletrobrás ligados a parlamentares petistas como Ideli Salvatti (PT-SC) e Antônio Palocci (PT-SP).
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LULA PEDE INVESTIGAÇÃO E QUESTIONA RAIO COMO MOTIVO DE APAGÃO
Postado dia 14 de novembro de 2009 por João Luiz
LULA PEDE INVESTIGAÇÃO E QUESTIONA RAIO COMO MOTIVO DE APAGÃO
Helio Leite
14/11/2009
Presidente classificou o blecaute de terça-feira como um ‘desastre’.
Ele garantiu, porém, que não há falta de geração de energia no país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (13), após palestra em uma universidade em São Paulo, que pediu investigação aos órgãos ligados ao setor elétrico para saber se algo além de raios pode ter causado o apagão que deixou 18 estados no escuro na terça-feira (10).
“Eu disse à Aneel e à ONS que precisa ter um processo de investigação em toda trajetória. E nós temos instrumentos para isso, para que a gente descubra exatamente o que houve”, disse. ”Se o sistema é robusto como nós acreditamos que seja, [...] por que que então nós tivemos este desastre?”, questionou.
O presidente disse que a explicação real para a sociedade depende desse processo de apuração. “O que eu quero é que quando tiver o resultado final depois de uma apuração muito correta a opinião pública fique sabendo [que] aconteceu isso, isso e isso”, frisou.
Embora as explicações de órgãos como o Ministério de Minas e Energia (MME) tenham até agora se concentrado em problemas meteorológicos, Lula diz que prefere esperar para falar da causa do blecaute. “Eu já vi tanta coisa, eu fico sempre com cuidado. [Primeiro] o raio não era capaz de fazer isso. [Depois se disse que] o raio pode causar, o que a gente não pode dizer é o tamanho que pode causar.”
Sistema brasileiro
Ao avaliar o sistema elétrico brasileiro, o presidente disse que ele é robusto. Mas, fez a ressalva de que isso não elimina possibilidade de falhas. “Nada nesse mundo pode ser tão estruturado que possa suplantar alguma coisa causada por intempérie ou por falha humana, o que ainda não se sabe.”
Embora ainda não se saiba a real causa do apagão da última terça-feira, o presidente disse que pode garantir que não haverá falta de energia no Brasil. ”O povo brasileiro não terá nenhum problema de falta de geração de energia porque o Brasil está produzindo mais oferta que a demanda de energia”, ressaltou.
O presidente Lula disse também que aqueles que falam sobre o ocorrido pela imprensa estão demonstrando “prazer” em relação ao problema. Ele comparou a repercussão do blecaute com o acidente da TAM em 2007. O presidente lembrou que, em um primeiro momento, o governo foi apontado como o culpado pelo acidente.
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BRASIL ASSUME COMPROMISSO VOLUNTÁRIO DE REDUZIR ALTA DE GÁS-ESTUFA EM ATÉ 38,9%
Postado dia 14 de novembro de 2009 por João Luiz
BRASIL ASSUME COMPROMISSO VOLUNTÁRIO DE REDUZIR ALTA DE GÁS-ESTUFA EM ATÉ 38,9%
Helio Leite
14/11/2009
Redutor ficará em um intervalo de 36,1% a 38,9%, anuncia Dilma Rousseff.
Brasil não deve assumir metas compulsórias na Conferência do Clima.
Nosso objetivo é assumir posição política e mostrar que o Brasil tem compromisso com desenvolvimento sustentável”
O governo federal anunciou nesta sexta-feira (13) que o Brasil se compromete voluntariamente a reduzir as emissões nacionais de gases causadores do efeito estufa em 36,1% a 38,9% até 2020 em relação ao que poluiria se nada fosse feito. Isso quer dizer o seguinte: calculada a tendência de emissão de dióxido de carbono (CO2) e outros similares na próxima década, o Brasil vai tentar contê-la, adotando ações para que o tamanho do estrago ambiental fique menor do que seria se o governo não fizesse nada.
Todos esperavam um número, e acabaram surgindo dois, e ainda por cima com casa decimal. O intervalo foi apresentado nesta sexta-feira (13) pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em evento que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. ”Nosso objetivo é assumir posição política e mostrar que o Brasil tem compromisso com desenvolvimento sustentável”, disse Dilma. Ela explicou que a partir de agora será feito um levantamento das fontes para financiar a redução, com recursos do governo federal, de organismos internacionais, de governos estaduais “que quiserem participar” e da iniciativa privada.
O redutor está dividido em quatro grandes grupos: uso da terra, especialmente controle de desmatamento (24,7% até 2020), agropecuária (4,9% a 6,1%), energia (6,1% a 7,7%) e ”outros”, especialmente siderurgia, com a substituição de carvão de desmate pelo originário de replantio de árvores (0,3% a 0,4%). “Não é timida (a meta), é bem proximo de 40% e ninguem prometeu 40%. É uma estimativa. Queria pedir a compreensao para o fato de que é uma tentativa forte do governo. Nao é um fiasco”, disse Dilma.
A saída de divulgar um intervalo, e não um número, é para abrir espaço de discussão com a comunidade científica, com governos e com os diversos setores produtivos sobre os diversos cenários.
Queria pedir a compreensao para o fato de que é uma tentativa forte do governo. Nao é um fiasco”
Antes do anúncio, uma reunião que durou cerca de 1 hora e 45 minutos teve também a participação do ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, de Franklin Martins (Comunicação Social), Antônio Patriota (interino do Ministério das Relações Exteriores), Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, e Luiz Pingueli Rosa, coordenador-geral do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.
A boa intenção brasileira deve ser apresentada na Conferência do Clima das Nações Unidas, em Copenhague, Dinamarca, entre 7 e 18 de dezembro. O Brasil não deve aceitar metas compulsórias , como a ministra Dilma Rousseff já deixou claro.
O anúncio ocorre um dia depois da divulgação pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de redução de 45% no desmatamento registrado na Amazônia Legal. Foram 7 mil quilômetros quadrados destruídos, mas a taxa foi a menor já registrada em 21 anos de monitoramento. Cerca de metade da taxa anunciada nesta sexta-feira deve ser assegurada por recuo no desmatamento. A outra metade é a mais complicada, porque demanda novas iniciativas para tornar ambientalmente corretos setores como siderurgia e agropecuária. Além disso, a estratégia do governo é investir pesado em combustíveis verdes, como etanol e biomassa.
Os gases-estufa são responsáveis por um aquecimento anormal da temperatura do planeta. Especialistas chegaram a um consenso de que, caso as emissões não sejam controladas e reduzidas, efeitos como maior incidência de secas, derretimento de geleiras, aumento do nível do mar e até intensificação de surtos epidemiológicos, sairão do controle ainda neste século.
Cálculo publicado pelo jornal ‘O Estado de S. Paulo’ esta semana aponta que um “freio de arrumação” de 40% seria a mesma coisa que dizer que o Brasil chegará a 2020 com emissões 19% menores do que as vigentes em 2005. O projeto de lei da gestão Barack Obama em debate no Senado americano , considerado tímido por ambientalistas, fixa uma redução de 20% sobre os níveis de 2005.
Estudo coordenado pelo pesquisador Carlos Cerri, da Universidade de São Paulo, estimou em 2 bilhões de toneladas as emissões brasileiras de gases-estufa em 2005. O país não tem ainda um inventário oficial atualizado de emissões. O MMA projeta para 2020 que o total de emissões do Brasil será de 2,7 bilhões de toneladas, sem ações de controle. Com o freio de 40%, passaria a emitir 1,62 bilhão de toneladas.
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LULA SOBRE O MENSALÃO: ” NÃO SABIA DE NADA”
Postado dia 13 de novembro de 2009 por João Luiz
LULA SOBRE O MENSALÃO: ” NÃO SABIA DE NADA”
Helio Leite
13/11/2009
“Não sei de nada”, fantasiou Lula quando o escândalo do mensalão explodiu. Sabia desde a conversa com o governador goiano Marcone Perillo, que lhe transmitiu em primeira mão a notícia endossada dias depois pelo deputado Roberto Jefferson.
“Fui traído”, desconversou mais tarde. Quem se queixa publicamente de alguma traição sem identificar os traidores ou gostou de ser traído ou tem culpa no cartório.
“O PT fez o que todos fazem”, disse em seguida o metalúrgico enviado pela Divina Providência para salvar o Brasil dos partidos que fazem o que fez o PT como nunca antes neste país qualquer partido conseguira fazer.
Neste domingo, quem assistir ao programa É Notícia, da RedeTV, será apresentado à versão mais recente da metamorfose delirante: ”O mensalão foi uma tentativa de golpe no governo. Foi a maior armação já feita contra o governo”. Isso mesmo. Está gravado.
“Na época não falei que era golpe, mas tinha consciência do que tinha acontecido”, explica Lula.Ele prefere esperar o fim do governo para desvendar o caso por inteiro. “Depois que eu deixar a Presidência, vou querer me inteirar um pouco mais disso. Como presidente, não vou ficar futucando”. Só futucou o suficiente para descobrir que, por trás de tudo, estão os suspeitos de sempre. ”Marcos Valério não vem do PT, vem de outras campanhas”, insinua o detetive de comédia italiana.
Delúbio Soares, tesoureiro do PT e gerente do mensalão, afirmou que, em pouco tempo, o caso iria virar piada de salão. Lula está tentando provar que o amigo a quem se referia como “o nosso Delúbio” tinha razão.
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LULA CITA FREUD — O SIGMUND, NÃO O GODOY — PARA FALAR DAS “INTEMPÉRIES” E PENSA: “SE O MUNDO FOSSE QUADRADO…”
Postado dia 13 de novembro de 2009 por João Luiz
LULA CITA FREUD — O SIGMUND, NÃO O GODOY — PARA FALAR DAS “INTEMPÉRIES” E PENSA: “SE O MUNDO FOSSE QUADRADO…”
Helio Leite
13/11/2009
Reinaldo Azevedo
Então…
Aí o Tio Rei escreve que Lula imita o humorista Barthô, e alguns acusam: “Preconceituoso!” Pois é. Em nenhuma daquelas entrevistas, o Lula da imitação foi tão longe quando o de verdade na solenidade de ontem em que o governo anunciou queda no desmatamento da Amazônia. Infelizmente, o filme, do Jornal da Globo, ainda não está no YouTube. Um de vocês poderia providenciar isso (aqui). Transcrevo trechos abaixo.
Sei lá se a água fez mal para o presidente, se alguma entidade da floresta acabou encarnando no homem, dada a sua, como é mesmo?, ligação visceral com o país, mas o fato é que, numa solenidade sobre meio ambiente, ele desandou a falar coisas estranhas — sei, leitor, ainda “mais estranhas”…
Referindo-se às forças da natureza e à nossa incapacidade para controlá-las — estava tentando justificar o apagão? —, mandou ver, literalmente: “Eu já disse várias vezes: Freud dizia que tinha algumas coisas que a humanidade não controlaria. Uma dela era as intempéries”. Não, leitor, não adianta dizer que o único Freud que Lula domina é mesmo o Godoy, aquele do dossiê dos aloprados. O dito pai da psicanálise escreveu, com efeito, que a força incontrolável da natureza era um dos fatores da infelicidade humana. É claro que não estava pensando nos terríveis ventos e raios de Itaberá… Se Lula começar a ler Freud — ou melhor, se ele começar a ler qualquer coisa —, pedirei asilo. Imaginem se ele tivesse a periculosidade moral dos “intelectuais” petistas com o seu poder real…
Freud para explicar o apagão? Vá lá… Mas quando Lula resolveu explicar por que a poluição não seria tão terrível se o mundo fosse quadrado, aí o bicho pegou. Leiam:
“Então, essa questão do clima é delicada por quê? Porque o mundo é redondo. Se o mundo fosse quadrado ou retangular, e a gente soubesse que o nosso território está a 14 mil quilômetros de distância dos centros mais poluidores, ótimo, vai ficar só lá. Mas, como o mundo gira, e a gente também passa lá embaixo onde está mais poluído (?????????????), a responsabilidade é de todos”.
Num intindi nada qui êli falô…
Aí perguntam: “Mas como aqueles radialistas de Angola e Moçambique não sacaram que o Lula que dava entrevista era um humorista?” Eu é que pergunto a vocês: “Como é que os coitados poderiam saber?”
Categoria: Colunistas | tags: Angola e Moçambique, Jornal da Globo, LULA CITA FREUD — O SIGMUND, NÃO O GODOY — PARA FALAR DAS “INTEMPÉRIES” E PENSA: “SE O MUNDO FOSSE QUADRADO…”, Preconceituoso | Escreva um comentário
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DILMA DIZ QUE PODE HAVER NOVOS APAGÕES, MAS PARECE QUE A CULPA É NOSSA! ELA ESTÁ BRAVA COM A GENTE?
Postado dia 13 de novembro de 2009 por João Luiz
DILMA DIZ QUE PODE HAVER NOVOS APAGÕES, MAS PARECE QUE A CULPA É NOSSA! ELA ESTÁ BRAVA COM A GENTE?
Helio Leite
13/11/2009
Reinaldo Azevedo
Eu, hein, Rosa… Pareceu premonição, hehe. E olhem que não acredito nessas coisas. Como um católico que se preze, sou aborrecidamente racionalista. Na terça-feira à tarde, antes do apagão da Dilma, escrevi aqui um texto sobre a ex-ministra e candidata do PT à Presidência. E mandei ver: “Estou dizendo que Dilma vai perder a eleição? Eu não! Estou dizendo, aí sim, que esta tia nervosa, que dá bafão em todo mundo, que faz política como quem puxa briga, não ganha. A marquetagem vai ter de voltar à prancheta. Até agora, os magos não conseguiram uma forma de mandar a verdadeira Dilma para a clandestinidade para disputar a eleição com uma Dilma falsa.” A íntegra do texto está aqui.
Pois bem… Na noite de terça, veio o apagão, e Dilma apagou junto, deu chá de sumiço, escafedeu-se. A coisa ficou toda atrapalhada. Edison Lobão ficou aparvalhado. E culpou os ventos e os raios. Durante 20 horas, o governo tentou achar uma desculpa melhor. E acabou culpando os… raios e os ventos. Franklin Martins, o ministro da Verdade, foi a campo e decretou silêncio. Assim como ele negava, quando era jornalista, que o mensalão tivesse existido (continua a negar, é claro), também afirmou uma nova inexistência: a do apagão. Mas Dilma continuava sumida. E urgia que falasse. E ela apareceu. Para dizer que o país não está livre de novos apagões. O resultado é o que se vê abaixo. Assistam. Depois retomo. Se você tiver de esperar o download, a ex-ministra entra em 1min12s.
Viram só? Ela foi indagada por uma jornalista sobre uma afirmação de 2008, segundo a qual o país estaria livre de apagões. Escandindo sílabas, cujo ritmo marcava com a mão, fazendo aquela argola quando o polegar opositor se encontra com o indicador, deu bronca em todo mundo, mas especialmente naquela que lhe fizera a pergunta. Transcrevo trechos:
Você está confundindo duas coisas, minha filha. Você está falando de black out. Ninguém pode prometer que um sistema… Nós trabalhamos com um sistema de milhares de quilômetros de rede… Interrupções desse sistema, ninguém promete que não vai ter. O que nós prometemos é que não terá nesse país mais racionamento. Racionamento é barbeiragem. Por que é que é barbeiragem (…) Eu lamento muito o que aconteceu com os consumidores. Aconteceu nas cidades. Acho que, de fato, é muito desagradável. Agora, dizer pra mim… É tentar fazer deliberadamente confusão onde não tem e tentar apresentar o país com uma fragilidade que não existe (…) Eu acho que o ministro Lobão, ele foi sintético: “Olha, eu divulguei O QUAL era a razão, não tenho mai nada a acrescentar (…). Para o governo, esse episódio está encerrado.
A fala da ministra é assim mesmo, cheia de anacolutos. Também já escrevi aqui que uma coisa certamente vai piorar no Palácio do Planalto se ela for eleita: a língua portuguesa. Dilma a espanca com gosto. Avento a possibilidade de que ela possa trabalhar mais ou menos como pensa. E é por isso que as coisas vão ficando descoordenadas. O apagão do país pode ser metáfora —- ou até conseqüência — de seu apagão sintático.
O que impressiona é a arrogância. Está na cara — inclusive na cara furiosa de Dilma — que o governo não tem a menor noção do que aconteceu. Técnicos da área já descartaram que tenha sido conseqüência de um raio. Houve curto em Itaberá? Cadê as provas? Este é um curto que não deixa marcas, não deixa seqüelas? A interligação das linhas, suponho, tem um grau razoável de informatização. Esse sistema não gera um miserável relatório? Sabe por que Dilma veio a público hoje? E justamente para afirmar que o país não está livre de novos apagões — que ela prefere chamar “black out”? Porque, não sabendo o que originou a ocorrência de terça, nada impede que aconteça de novo.
Como se nota, Dilma acha que criticar o governo pelo ocorrido é fazer exploração política — coisa que, sabem vocês, os petistas deploram, não é? No ano passado, no sexto ano do governo Lula, o risco de racionamento de energia voltou a rondar o Brasil. Muitos especialistas apontaram alguns erros de planejamento do governo. As oposições, longe de fazer o carnaval habitual que faz o petismo quando quer satanizar alguém, propôs a formação de uma gabinete de crise – SETORIAL – para debater a questão, sugestão do mais claro apelo democrático. Como Dilma reagiu? Como se vê no vídeo abaixo — é curtinho: só 14 segundo.
Como se nota, a mesma empáfia, a mesma mania de escandir sílabas, a mesma impaciência, o mesmo comportamento marrento. E também lá ela se sentia acuada. O que acho mais engraçado é que muita gente confunde fúria e falta de polidez com competência. A ser assim, Átila foi o homem mais competente da história. É, dirão alguns, à sua maneira, foi mesmo, não é? Como escrevi aqui ontem, Dilma sempre foi muito competente em fazer com que os outros acreditassem que ela é competente.
Peço que vocês observem que, até agora, não foi anunciada uma miserável medida. NADA!!! Também, fazer o quê? Quem vai negociar com os raios? Quem vai negociar com os ventos? Quem vai negociar com as chuvas? Quem mais controlar o ET de Itaberá? Marilena Chaui comparou certa feita Lula com a divindade da razão. Já sei: transformamos Lula na nossa Palas Athena e o mandamos negociar diretamente com o seu pai, Zeus, em cuja cabeça foi parido — vindo daí toda aquela sabedoria de que falo no post abaixo.
Eis aí… Esta é Dilma! João Santana, a esta altura, está lá quebrando o coco para saber como fazer para esse limão virar uma limonada; como fazer para que o arsênico eleitoral que é esta mulher se transforme num remédio. Peço que vocês prestem atenção na ternura que ela passa quando afirma: “Eu lamento muito o que aconteceu com os consumidores. Aconteceu nas cidades. Acho que, de fato, é muito desagradável.” É ou não é o retrato de alguém que realmente se preocupa com a gente?
É duro! O problema de Dilma não é, obviamente, excesso de competência ou só um temperamento explosivo. Nota-se que tem uma alma autoritária, que não admite contestação. É claro que não será esta que vai aparecer na campanha —- caso Santana consiga criar a tempo a Dilma falsa —, mas será esta, sem dúvida, a que vai governar se for eleita.
E não pode haver mistura mais explosiva do que a incompetência com a arrogância.
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DIABETES PROVOCA UMA AMPUTAÇÃO A CADA 30 SEGUNDOS NO MUNDO
Postado dia 13 de novembro de 2009 por João Luiz
DIABETES PROVOCA UMA AMPUTAÇÃO A CADA 30 SEGUNDOS NO MUNDO
Helio Leite
13/11/2009
Considerada a grande doença do século 21, o diabetes tem um elevado peso nas despesas dos sistemas de saúde, com um número atual de doentes ao redor de 285 milhões, podendo chegar aos 435 milhões em 20 anos se não forem adotadas medidas educativas e preventivas.
Com esta advertência, e para estimular o mundo a reagir tempo, será realizado amanhã (14) o Dia Mundial do Diabetes.
Por ano, 7 milhões de pessoas desenvolvem a doença, outros 4 milhões acabam morrendo e a cada 30 segundos um indivíduo sofre uma amputação.
Segundo os dados dos especialistas e organismos vinculados à luta contra o diabetes no mundo, a cada dez segundos uma pessoa contrai a doença que já é a quarta causa de mortes no planeta.
Custos
A FID (Federação Internacional de Diabetes) estima em US$ 376 bilhões o custo deste mal crônico para a economia mundial para 2010, o que equivale a 11,6% da despesa com saúde no mundo.
Com uma população de 344 milhões em risco de desenvolver a doença a qualquer momento e uma previsão que aponta que haverá 435 milhões de diabéticos em 2030, o cálculo do custo econômico dispara para US$ 490 bilhões, segundo a FID.
O alto custo da doença impacta mais sobre os países mais pobres, onde as despesas médicas acabam sendo de responsabilidade das próprias famílias.
Por países, os desequilíbrios são mais graves. Enquanto os Estados Unidos destinarão US$ 198 bilhões no próximo ano ao atendimento de diabéticos (52,7% do total mundial), a Índia –o país com o maior número de doentes– gastará o equivalente a 1%.
Para tentar reverter essa conta, a FID trabalha na prevenção. Entre as recomendações estão exames periódicos para identificar a doença e principalmente exercícios regulares, como uma caminhada diária de 30 minutos, que segundo os estudos reduzem o diabetes tipo 2 entre 35% e 40%.
Categoria: Saúde | tags: Dia Mundial do Diabetes, DIABETES PROVOCA UMA AMPUTAÇÃO A CADA 30 SEGUNDOS NO MUNDO, Federação Internacional de Diabetes | Escreva um comentário
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POLÊMICA, REPOSIÇÃO HORMONAL MASCULINA GANHA NOVA DIRETRIZ
Postado dia 13 de novembro de 2009 por João Luiz
POLÊMICA, REPOSIÇÃO HORMONAL MASCULINA GANHA NOVA DIRETRIZ
Helio Leite
13/11/2009
Em que situação o homem deve fazer a terapia de reposição hormonal? A questão que ainda divide opiniões médicas acaba de ganhar uma nova diretriz da Sociedade Brasileira de Urologia, lançada durante congresso da especialidade que terminou anteontem em Goiânia.
Estima-se que, a partir dos 50 anos, 15% dos homens sofram queda nos níveis de testosterona, a chamada andropausa, e sejam candidatos à reposição do hormônio. De acordo com a nova diretriz da SBU, a terapia de reposição só deve ser indicada quando a queda hormonal for comprovada por exames laboratoriais e estiver associada a sintomas clínicos, como disfunção erétil, alterações de humor e diminuição da libido, da massa muscular e da densidade óssea.
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O problema é que os valores normais da testosterona têm muita variação (vão de 300 a 1.000 nanogramas por decilitro) e dependem das diferentes metodologias laboratoriais. Diante disso, há médicos que defendem que a reposição seja feita mesmo se o exame estiver normal, desde que o homem apresente sintomas clínicos da queda hormonal.
O urologista americano Abrahan Morgentaler, professor da Harvard University, é um deles. No Congresso Brasileiro de Urologia a convite do laboratório Bayer (fabricante de uma das drogas utilizadas na reposição), ele foi enfático em defender a reposição hormonal masculina mesmo quando os níveis estiverem normais.
Segundo ele, há homens que apresentam queda da testosterona e não têm sintomas. Com outros, ocorre o inverso. “O médico precisa olhar para o paciente, não para os testes sanguíneos”, disse Morgentaler.
Não é tão simples. Os sintomas clínicos da andropausa se confundem com outros problemas, como a depressão. “O diagnóstico não é fácil. Se o cara perdeu o emprego, está deprimido, vai ter esses sintomas [iguais aos da andropausa]“, afirma Archimedes Nardozza Júnior, chefe do setor de disfunções sexuais da Universidade Federal de São Paulo.
A medicação desnecessária também aumenta os riscos hepáticos, cardiovasculares e de infertilidade. “Quando você eleva a testosterona acima dos níveis normais, pode haver aumento da viscosidade sanguínea e o paciente fica mais sujeito a ter infarto e acidente vascular cerebral”, explica o urologista Celso Gromatzky, professor da Faculdade de Medicina do ABC e um dos coordenadores das novas diretrizes da SBU.
Outro risco muito discutido é o do câncer da próstata. “A reposição não causa câncer. O único risco é se o paciente já tem um tumor pequeno e não sabe disso. Por isso, tem de investigar muito e descartar outras causas antes de se receitar o hormônio”, diz o urologista paulista Aguinaldo Nardi.
As novas diretrizes da SBU, redigidas a partir de uma revisão da literatura médica, recomendam que os médicos façam duas dosagens da testosterona total e investiguem se o homem não apresenta outros problemas, como hiperprolactinemia, que causa queda da testosterona. No primeiro ano de tratamento, o paciente deve realizar consultas e exames de sangue a cada três ou seis meses.
Para os urologistas, quando bem indicada, a reposição hormonal traz muitos benefícios aos homens, como melhora da libido e da densidade óssea.
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GOVERNO BRASILEIRO PEDE AOS EUA A QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO DA IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS
Postado dia 13 de novembro de 2009 por João Luiz
GOVERNO BRASILEIRO PEDE AOS EUA A QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO DA IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS
Helio Leite
13/11/2009
MARIO CESAR CARVALHO
RUBENS VALENTE
O governo brasileiro encaminhou ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos um pedido de cooperação internacional que prevê a quebra de sigilo de uma conta bancária cuja titularidade é atribuída à Igreja Universal do Reino de Deus.
O objetivo do pedido é descobrir o destinatário final de R$ 17,9 milhões que a Igreja Universal é acusada de ter remetido ilegalmente para uma conta no JPMorgan Chase & Co., de Nova York, segundo documentos reunidos inicialmente pelo Ministério Público Federal.
O pedido da quebra de sigilo foi feito na semana passada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, que investiga a Universal em dois inquéritos –um na área cível e outro na área criminal. O pedido de quebra de sigilo foi feito no âmbito do inquérito civil. A Iurd nega ter remetido dinheiro ilegalmente para o exterior.
Se for confirmada a hipótese de que o dinheiro foi usado pela Universal, o Ministério Público pode pedir o congelamento dos valores que estão na conta, para eventual repatriamento. É a primeira vez que autoridades do exterior são acionadas pelo Brasil para averiguar movimentações atribuídas à Iurd.
Na denúncia feita ao final do inquérito criminal, os promotores descreveram o suposto uso de empresas abertas em paraísos fiscais, como a Cableinvest e a Investholding, num esquema de lavagem de capitais.
Irregularidades
Os promotores que investigam a Universal encaminharam também ao Departamento de Justiça dos EUA um documento que relata supostas irregularidades que a igreja teria cometido em território norte-americano. Esse documento, chamado tecnicamente de “comunicação espontânea”, pode servir para os EUA iniciarem uma investigação em torno da Universal naquele país.
A Folha apurou que o pedido feito pelo Brasil foi recebido pelo Departamento de Justiça americano e remetido, na última segunda-feira, à promotoria de Nova York.
Caso os EUA abram a investigação, sua celeridade dependerá do fornecimento das informações pelos bancos. Os indícios enviados pelos promotores incluem depoimentos de fiéis e ex-fiéis, cujas identidades são mantidas em segredo.
O Ministério Público repete com a Universal os procedimentos que alcançaram êxito, na avaliação dos promotores, na investigação sobre as remessas ilegais atribuídas ao deputado federal Paulo Maluf (PP-SP). A Promotoria de Nova York investigou Maluf.
Nos EUA, ele é considerado fugitivo da Justiça por não ter atendido os pedidos judiciais para explicar as remessas. Maluf nega ter contas fora do país e a condição de foragido.
Outro lado
O advogado da Universal, Antônio Sérgio de Moraes Pitombo, diz que não sabia do pedido de quebra de sigilo nos EUA feito por promotores de São Paulo.
Ele afirma que as acusações de remessas ilegais de dólares atribuídas à igreja são antigas e já haviam sido arquivadas em outros inquéritos: “O Ministério Público está retomando investigações antigas mais uma vez”.
Como exemplo concreto de investigação já arquivada sobre remessas ilegais, o advogado da Iurd mencionou um caso do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).
“O Supremo Tribunal Federal já investigou supostas movimentações no exterior e arquivou o caso porque não havia qualquer fundamento”, afirma.
Segundo Pitombo, a Igreja Universal nunca fez remessas ilegais de dólares. Para o advogado, não há base legal em fazer o pedido no âmbito de um inquérito cível: “Inquérito cível é voltado para interesses difusos. Promotor não pode fazer o que quer, tem de seguir a lei”.
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ENERGIA: GOVERNO SÓ INVESTIU 38% DO ORÇADO NO ANO
Postado dia 13 de novembro de 2009 por João Luiz
ENERGIA: GOVERNO SÓ INVESTIU 38% DO ORÇADO NO ANO
Helio Leite
13/11/2009
Em 2009, o governo destinou ao Grupo Eletrobras, R$ 7,243 bilhões para cobrir investimentos no sistema de geração e transmissão de energia elétrica.
Entre janeiro e agosto, apenas R$ 2,73 bilhões –38% do total— foram efetivamente investidos.
Os dados são oficiais. Armazena-os um órgão público chamado DEST (Departamento de Coordenação das Empresas Estatais).
As informações foram trazidas à luz, nas pegadas do apagão da noite de terça-feira (9), pelo sítio Contas Abertas, que se dedica a acompanhar os gastos públicos.
Não há dados disponíveis sobre a execução dos investimentos em energia depois do mês de agosto. Porém…
Porém, mantido o ritmo observado nos primeiros oito meses de 2009, a Eletrobras deve investir até o final do ano R$ 4,2 bilhões.
A cifra corresponde a pouco mais da metade –57% — de toda a verba que o governo reservara para os investimentos do ano.
Em valores absolutos, será o maior montante investido pela Eletrobras desde 2002. No último ano da gestão FHC, os investimentos somaram R$ 5,8 bilhões.
Mas, tomado como uma fatia do PIB, os R$ 4,2 bilhões de 2009 corresponderão a menos de 0,5% de todas as riquezas produzidas no Brasil.
Aliás, em proporção ao PIB, o grupo estatal que gere o setor energético investiu sob Lula, até o ano passado, menos do que fora investido no ocaso da era FHC.
Em 2000, um ano antes do apagão tucano, que resultaria em racionamento de energia, a Eletrobas investira R$ 2,1 bilhões (0,18% do PIB).
Em 2001, ano do apagão, os investimentos somaram R$ 2,5 bilhões (0,20% do PIB). Em 2002, R$ 3,3 bilhões (0,23% do PIB).
Desde a posse de Lula, em 2003, os investimentos da Eletrobras mantiveram-se em patamares inferiores, perdendo peso no cotejo com o PIB.
Em 2003, os investimentos da estatal alçaram a casa dos R$ 2,8 bilhões (0,27% do PIB). No ano passado, R$ 3,7 bilhões (0,13% do PIB). Aperte aqui e veja a tabela.
Pela versão oficial, o apagão de terça foi ocasionado por chuvas, ventos e raios que caíram sobre as linhas de transmissão da subestação de Itaberá (SP).
Um trololó que, por ora, não soou convincente nem mesmo para o Inpe, o instituto de pesquisas espaciais vinculado à pasta da Ciência e Tecnologia.
Em nota, o Inpe informou que, na hora do apagão, os raios de Itaberá tinham ”baixo potencial” e caíram longe das linhas de transmissão.
O texto do instituto é taxativo: “A baixa intensidade da descarga registrada (menor que 20 kA) não seria capaz de produzir um desligamento da linha, mesmo que incidisse diretamente sobre ela [...]…”
“…Em geral, apenas descargas com intensidade superiores a 100 kA, atingindo diretamente uma linha, poderiam causar um desligamento de linhas de transmissão operando com tensões tão elevadas como as de Itaipu (duas de 600 kV e duas de 750 kV)”.
O desencontro de versões tonifica a suspeita de que pode ter havido falha humana ou defeito operacional no sistema. Algo que o Ministério Público já investiga.
De resto, o apagão reacendeu o debate sobre um antigo flagelo do setor elétrico. Nesse setor, o político prevalece sobre o técnico na escolha dos gestores.
Sob FHC, esse nicho do aparato estatal era dominado pelo PFL, hoje rebatizado de DEM.
O ministro de Minas e Energia do apagão de 2001 era José Jorge, um ex-senador ‘demo’, hoje acomodado numa cadeira do TCU.
Sob Lula, o setor é rateado entre PT e PMDB. O ministro é o senador licenciado Edison Lobão (PMDB-MA), homem de José Sarney.
O presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes, foi alçado ao posto com o aval de Sarney e do deputado Jader Barbalho (PMDB-PA).
Responde pela diretoria financeira da estatal Astrogildo Quental, outro apadrinhado de Sarney.
Chama-se Flávio Decat de Moura o diretor de Distribuição. Apadrinhou-o o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
O diretor de Engenharia é Valter Luiz Cardeal de Souza. Um velho conhecido da ministra petê Dilma Rousseff, a quem deve a nomeação.
Até Orestes Quércia, presidente do PMDB-SP, beliscou uma naco do organograma da Eletrobras. Acomodou Miguel Colassuono na diretoria de Administração.
A política se espraia também pelas subsidiárias da Eletrobras. Preside a Eletronorte Jorge Nassar Palmeira, indicação de Jader.
Na Eletrosul, Eurides Mescolotto, ex-marido da senadora petê Ideli Salvati (SC), líder do governo no Congresso.
No comando de Furnas, Carlos Nadalutti Filho. Foi à cadeira com o endosso das bancadas de deputados federais do PMDB de Minas e do Rio.
Na presidência de Itaipu Binacional, a empresa que eletrifica as linhas de transmissão de Furnas, um ex-deputado: Jorge Samek, amigo de Lula.
Diferentemente dos raios de Itaberá, ainda pendentes de confirmação, as intempéries políticas que infelicitam o setor elétrico brasileiro dispensam, por notórias, maiores verificações.
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DEMORA EM REDE DE EMERGÊNCIA AMPLIOU IMPACTO DO APAGÃO
Postado dia 13 de novembro de 2009 por João Luiz
DEMORA EM REDE DE EMERGÊNCIA AMPLIOU IMPACTO DO APAGÃO
Helio Leite
13/11/2009
O corte no fornecimento de energia no apagão de terça-feira (10) foi quase quatro vezes maior do que poderia em razão da demora na entrada em operação do sistema de proteção do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) que isola falhas e barra o efeito cascata da queda de usinas e linhas de transmissão.
É que o sistema, todo automatizado, não agiu imediatamente quando o primeiro conjunto de linhas de Itaipu sofreu a pane –provocada, segundo o governo, por curto-circuito em três linhas em razão de fortes ventos, chuvas e raios na região da subestação de Itaberá (SP).
Segundo especialistas e o próprio presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz, o sistema do ONS –chamado de Erac (Esquema Regional de Alívio de Carga)– não funcionou como deveria na região Sudeste e não cortou imediatamente a carga de energia de cerca de 6.000 MW médios transportada na linha que liga Itaipu a Tijuco Preto (SP).
Se isso tivesse ocorrido, uma área menor, com consumo correspondente a esse volume de energia, ficaria sem luz. Ao todo, o apagão provocou corte de 28.800 MW médios e deixou 70 milhões de pessoas no escuro.
O professor da Coppe (Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia da UFRJ) Roberto Schaeffer e o diretor-executivo da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica, César de Barros, dizem que o mais grave foi o fato de o problema não ter sido “isolado” na linha de Itaipu.
O sistema do ONS funciona em cada subestação e é composto por relés –que monitoram a tensão nas linhas e cortam automaticamente o fornecimento de energia em caso de queda na tensão. A tensão é a “força” que permite o transporte de energia entre dois pontos.
Os relés são programados, a partir de estudos feitos para cada região, para interromper o fornecimento a determinadas áreas, de acordo com a redução na tensão –ou seja, quanto maior a queda de tensão, mais áreas ficam sem energia.
Como o sistema não funcionou imediatamente, houve sobrecarga no segundo conjunto de linhas de Itaipu (de Foz do Iguaçu a Ibiuna, em SP), que também não foi desligada. Teve início, então, o efeito dominó: SP, Rio e outras regiões que não foram cortadas começaram a “puxar” energia e a sobrecarregar outras usinas e linhas, desligadas automaticamente por segurança, segundo Barros.
O diretor de operação do ONS, Luís Eduardo Barata, contesta a avaliação e diz que o sistema funcionou corretamente e impediu uma propagação ainda maior do apagão. Permitiu ainda que as áreas afetadas no Nordeste e no Sul voltassem a receber energia num intervalo entre 15 e 30 minutos.
O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, diz que o sistema é “sólido e robusto” e defende o modelo interligado por permitir uma grande economia na construção de menos usinas e no deslocamento de energia de uma região para a outra. Afirma, porém, que é preciso “analisar o procedimento de retomada e avaliar se poderia ser mais rápido e priorizar os grandes centros de consumo”.
Ele diz que os acontecimentos que levaram ao apagão são raros: desde 2000, três linhas de Itaipu caíram em nove ocasiões sem provocar um desligamento dessa proporção. É que agora, diz, o sistema não teve tempo de agir porque as linhas foram “atingidas com diferença de milésimos de segundo”.
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